A TERRA DO CAFÉ FOI DEVASTADA

Nossa reportagem visitou Espera Feliz na manhã desta segunda-feira (27)

Pertences dos moradores espalhados por toda a cidade
Todas as ruas do Centro e área central tem o mesmo cenário
Vários tratores de voluntários espalhados pela cidade

Este senhor veio ajudar familiares, atrás a escola que teve água no teto

Todas as pontes com estruturas danificadas. Só passam pessoas a pé
Beto Motos, conhecido na cidade. Oficina teve tudo revirado
Esta moto ficou no mesmo lugar
“Naldim pedreiro” mostra a altura da água em um dos pontos

Em dezenas de casas a água ultrapassou o primeiro andar
Voluntários passam o dia distribuindo água
Morador do bairro João Claro veio pra entrada da cidade
Percorremos a cidade com Naldim pedreiro, que teve sua escola atingida

ESPERA FELIZ – DEVASTADA POR ENCHENTE HISTÓRICA

A cidade de Espera Feliz fica a 105 Km de Muriaé (53 Km pela BR-116 e 52 Km pela BR-484), não há obstrução nas vias, mas é preciso andar com atenção devido a afundamentos de pista, desvio, pedras e terras que podem rolar dos barrancos e água atravessando a pista. Nossa reportagem esteve nesta segunda-feira na cidade conhecida como “terra do café”; seu produto tem destaque internacional, e pelo seu forte comércio.

Logo na chegada é possível ver a devastação feita pelo Rio São João que recebe águas de duas cabeceiras que ficam a muitos metros de altitude. A força das águas dividiu a cidade ao meio, invadindo a metade de sua área, levando tudo que tinha pela frente e destruindo total ou parcialmente os imóveis.

Centenas de moradores perderam tudo, só ficaram com as roupas do corpo. As pontes não mais interligam a cidade, suas estruturas foram seriamente abaladas, para passar, somente a pé. Veículos só cruzam de um lado ao outro por dois pontos, na entrada próxima ao Portal, e no fim da cidade, acesso mais precário, passando pela ponte de ferro histórica.

A cidade está movimentada com as pessoas na rua desorientadas, assustadas, sem saber o que fazer, não acreditam, não tinham visto coisa igual. A água chegou por volta das 03h da madrugada de sexta-feira, os moradores saíram e deixaram tudo para trás, e na volta, pela manhã, viram que a água havia atingido os imóveis com no mínimo dois metros de altura e muitos passaram do primeiro andar. Até a escola municipal teve água até o teto.

A solidariedade está em toda parte, dezenas de tratores de produtores rurais ajudam na limpeza retirando barro e móveis espalhados aos montes por toda Espera Feliz, que tem 50% de sua população atingida de um total de 25 mil habitantes. A água potável chega em grandes galões em caminhonetes de voluntários e percorrem a cidade, e logo o seu entorno está cheio de moradores com suas vasilhas. Uma iniciativa voluntária, além, claro, dos recursos empregados pela Prefeitura de Espera Feliz, através do prefeito João Carlos Cabral de Almeida, que está na coordenação dos trabalhos.

Na cidade encontrei com um ex-vereador, o Marcosuel que tentava ajudar, não acreditando no ocorrido; com o morador do bairro João Claro, Cláudio Franklin, que colocava as roupas molhadas para secar sobre o carro na entrada da cidade e o Beto Motos, que teve a oficina devastada pela força das águas. Fui acompanhado na cidade pelo Reginaldo (Naldim Pedreiro) que também teve sua escola particular invadida pelas águas, o Colégio Batista Reobote. Andamos por toda Espera Feliz, inclusive as áreas mais devastadas como os bairros, Santa Cecília e João Claro.

Um cenário triste e desolador, na cidade que tem Feliz no nome e que agora luta para se reerguer desta devastação histórica.

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