Placas do Mercosul a todo vapor em Muriaé. Município entra no segundo dia do novo sistema

CUSTO DA NOVA PLACA: CARRO R$ 250,00 E MOTO R$ 190

O uso da Placa do Mercosul passou a valer obrigatoriamente em Minas Gerais a partir do dia 31 de janeiro. Em Muriaé o processo de fabricação e procedimentos de emplacamentos estão a todo vapor. Em uma fábrica de placas visitada por nossa reportagem nesta tarde de quinta-feira, A Placas e Companhia, o trabalho não para, o objetivo é atender a grande demanda de uma cidade que diariamente tem carros novos para emplacar, além de outras modalidades, como a transferência que necessita de nova placa. Muriaé tem hoje, uma das maiores frotas de veículos da Zona da Mata mineira, em torno de 60 mil, seria a média de um veículo para cada duas pessoas.

O prazo atende ao estipulado na Resolução nº 780/2019 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), de julho do ano passado, que determina que as unidades federativas do país devem utilizar o novo padrão de placas de Identificação Veicular (PIV).

Desde a decisão pela adoção da placa do Mercosul, a implantação do registro foi adiada seis vezes. A adoção do sistema de placas do Mercosul foi anunciada em 2014 e, inicialmente, deveria ter entrado em vigor em janeiro de 2016. Em razão de disputas judiciais a implantação ficou para 2017 e depois, adiada mais uma vez para que os órgãos estaduais de trânsito pudessem se adaptar ao novo modelo e credenciar as fabricantes das placas.

As novas placas já são utilizadas na Argentina e no Uruguai. A previsão é que em breve comecem a valer também no Paraguai e na Venezuela. Dos 26 estados brasileiros, já aderiram à nova PIV Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rondônia.

A nova placa será obrigatória apenas nos casos de primeiro emplacamento e, para quem tiver a placa antiga, no caso de mudança de município ou unidade federativa; roubo, furto, dano ou extravio da placa, e nos casos em que haja necessidade de instalação da segunda placa traseira.

A nova placa apresenta o padrão com quatro letras e três números, o inverso do modelo atualmente adotado no país com três letras e quatro números. Também muda a cor de fundo, que passará a ser totalmente branca. A mudança também vai ocorrer na cor da fonte para diferenciar o tipo de veículo: preta para veículos de passeio, vermelha para veículos comerciais, azul para carros oficiais, verde para veículos em teste, dourado para os automóveis diplomáticos e prateado para os veículos de colecionadores.

Todas as placas deverão ter ainda um código de barras dinâmico do tipo Quick Response Code (QR Code) contendo números de série e acesso às informações do banco de dados do fabricante e estampador da placa. O objetivo é controlar a produção, logística, estampagem e instalação das placas nos respectivos veículos, além da verificação de autenticidade.

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2 Comments

  1. Serviço público, prestado por particulares que enriquecem poucos e tiram mais da população. A placa antiga já era cara e tinha mais trabalho de ser feita com as tarjetas. As novas são mais simples e mais caras. O povo sempre levando a pior. E mais, preço tabelado, pode rodar as fábricas da cidade que o preço praticado é o mesmo. No site do detran diz que é pra denunciar preços absurdos, e esses aqui de Muriaé são casos de denúncia.

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