D E L I V E R Y: setor ganha força em Muriaé durante a quarentena do coronavírus

REPORTAGEM ESPECIAL – MURIAÉ-MG

A tradução da palavra delivery, que origina do inglês é bem simples “entrega”. Até os anos 2.000 este setor no Brasil já era bem conhecido, era o famoso tele entrega, e depois foi se sofisticando e agora é fortemente impulsionado pelas plataformas digitais, se transformando em delivery. Quem pedia em casa, aquela pizza substituindo o jantar de domingo, agora tem uma gama de serviços a seu dispor, começando pelos restaurantes, pizzarias, casas de lanches, farmácias, supermercados, casas de materiais de construção, e muitos outros setores, e no meio desta engrenagem, ajudando na movimentação, está outra classe, aqui em Muriaé, os motoboys, que muitas das vezes fazem o serviço independente cobrando por viagens, mas há também empresas que possuem seus próprios entregadores.

Em tempos de “quarentena” devido a ameaça real do coronavírus, a cidade de Muriaé está se adaptando ao delivery, e durante todo o dia há entregas, a começar pelo almoço, indo até ao jantar.

Assim que começaram os decretos e resoluções municipais para restrição de funcionamento de setores comerciais, os empresários muriaeenses começaram a se adaptar e assim estão atualmente. O delivery pode ajudar neste momento difícil a alavancar os negócios ou mesmo ajudar a mantê-los de pé.

Há reportagens que citam que este setor de “entrega” movimentou só em 2019, R$ 20,5 bilhões no país. Em Muriaé, conversamos com o empresário do ramo de restaurante, José Alberto, que tinha 100% de suas atividades no seu ponto físico, a Churrascaria Serra do Sol, às margens da BR-116, mas teve que se adaptar de forma emergencial para manter sua empresa funcionando no momento de crise. Veja seu depoimento:

“Mediante a sua pergunta, neste momento do COVID 19, que ameaça nossa cidade, Brasil e o mundo, assim que foi decretado o fechamento do estabelecimento para o público, e que poderia funcionar apenas para entrega, o chamado delivery, me abalou muito, estávamos vindo de uma crise brasileira que tinha afetado os pequenos e médios empresários, pois isso não foi possível ter uma reserva naquele cenário econômico. Tínhamos expectativa de um novo e bom ano de 2020, uma nova história, principalmente pra nós aqui, mas não foi o que ocorreu, tivemos as tragédias das chuvas, as enchentes e agora veio o coronavírus, tudo em 90 dias.

Tenho hoje 18 funcionários, todos de carteira assinada, fora os freelancer; uma folha alta devido também a aluguel, luz, água e impostos, porém as autoridades da saúde, governador e prefeito, nos deram a opção do tele entrega (termo do passado), o delivery (atual) e minha empresa, nunca teve isso, mas sempre o cliente cobrava tal serviço, para atendê-lo em sua casa, e não tínhamos isso como prioridade.

Neste cenário atual, não só a gente aqui foi afetado, mas todos, pequenas, médias e grandes empresas. Tive que implantar o delivery na empresa em pouco espaço de tempo, graças a Deus, temos um time fantástico, que veste camisa. Juntamos as nossas forças e fé em Deus, implantamos o sistema e hoje, 31 de março, terça feira, Deus tem nos abençoado.

É um grande desafio, mas temos alcançado nossos objetivos e dos clientes, que estão sendo servidos por nós. Sabemos que temos que melhorar muito, acertar os erros, mas podemos crescer com essa crise, com o apoio desse time, da família e de nossos clientes.

Certa vez um palestrante de um evento que fui disse: “a crise vem para você se aperfeiçoar, pra você melhorar, pra você criar, trazer novidade, algo que possa fazer a diferença”. Nunca gostaria de ver uma crise dessa que afeta o mundo, mas em poucos dias, apenas uma semana, temos aprendido muito e nós estamos trazendo mais esta novidade para nossos clientes, que é o tele entrega, o delivery. E digo mais pra você Silvan Alves, temos que aprender muito, a vida é um aprendizado. Tem sido um desafio pra todos nós aqui, para o Brasil e para mundo, mas tem sido um desafio gratificante, são minhas palavras, diante dessa mudança no Brasil proporcionada pelo coronavírus” disse José Alberto.

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4 Comments

  1. É um novo tempo. Tempo de mudança para esta confortável e definitiva modalidade de consumo, que aproveita a oportunidade de confinamento do cidadão no conforto de seu lar, para que continue sua relação de consumidor de produtos e serviços que o mundo externo oferece. A princípio pede comida, remédio, ração pro cachorro, cerveja gelada e pão quente. Roupas, já usa poucas; sapatos, menos ainda. O barbeiro também atende a domicílio. O único que ainda teima em dar umas voltas pelas ruas é o cachorro, que ainda faz questão do xixi em alguma roda de carro.

    1. Além do mais quem não trabalha com delivery pode ficar tranquilo que os comerciantes de delivery vão os ajudar pagar as contas e comprar alimentos !

  2. Muito bacana essa reportagem e o trabalho destes profissionais, aproveito para deixar uma dica p alguns deles… Por favor respeitem o código de transito, os pedestres e os colegas motoristas, nas ultrapassagens, na velocidade compatível com a rua etc..
    Mais apesar de tudo merecem respeito parabéns a eles

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