FAIXAS…. ELAS AINDA RESISTEM

"E olha que uma das faixas, parabenizando uma pessoa, foi parar na Alemanha há três anos"

REPORTAGEM ESPECIAL

Em meio a tanta tecnologia voltada para o mundo da publicidade como os painéis eletrônicos, as redes sociais na internet e também os tradicionais veículos de comunicação como o Rádio e a TV; um setor, que funciona praticamente todo artesanal ainda sobrevive… o de confecção de faixas.

Relativamente barata, a faixa que antigamente era feita de pano (morim), hoje é feita de plástico, e é comum nos tamanhos entre 2m e 4m, com valores entre entre R$ 35 e R$ 50. O trabalho de divulgação pode ser feito em apenas 25 minutos, tudo a mão, artesanal mesmo. As cores mais usadas são as mais fortes: vermelho, preto, verde, amarela e azul.

Mas quem usaria ainda tal tipo de propaganda e por que? São escolas, igrejas, imobiliárias, entidades e particulares que querem fazer um anúncio rápido, pra pouco tempo, como no caso de passeatas, vendas e aluguel de imóveis, aviso de festas religiosas e comunitárias, parabenizar alguém pelo aniversário, casamento, êxito em concursos, faculdades e universidades, etc. Apesar de atender bem a este propósito, ela tem uma boa durabilidade, chega de 30 a 60 dias.

Os tradicionais pintores de letras, Cláudio Damião e Mário Lúcio

Nossa reportagem obteve estas informações na visita a uma empresa antiga de Muriaé, que está no ramo há cerca de 30 anos. Lá mais parece atelier e os produtores são comparados a artistas, são os pintores de letras (da leveza das mãos, saem automaticamente bonitas letras e de fontes variadas).

Conversamos com o Cláudio Damião e o Mário Lúcio, com larga experiência no mundo das faixas, e eles contaram que os pioneiros em Muriaé foram o Reinaldo, o Zé Martins e outros. Eles aprenderam com Amarildo, que mais tarde deixou a profissão, foi pra São Paulo e hoje está em Muriaé, trabalha no serviço público municipal.

O pintor de letras mostrando um trabalho pronto

“Com a chegada de novas tecnologias o setor sentiu; mas ainda há grande demanda, pois há trabalhos diários para Muriaé e muitas cidades da região. E olha que uma das faixas, parabenizando uma pessoa, foi parar na Alemanha há três anos. O que ocorre é que, assim como outras profissões antigas como o alfaiate e sapateiro, não está havendo reposição, o jovem não quer aprender este trabalho bastante artesanal” disse o Cláudio lembrando que no caso de faixa, hoje há normas municipal com relação a sua exposição, não é permitido em espaços públicos e geralmente são colocadas em áreas particulares. Eles expandiram a oferta de serviço, pois também pintam muros e fazem outros tipos de materiais publicitários.

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