Seminário de Leopoldina será reaberto após 50 anos. Prédio tem capacidade para 100 residentes

O bispo da Diocese de Leopoldina, dom Edson Oriolo, anunciou esta semana, que após reunião com o Colégio de Consultores, a reabertura do seminário diocesano no município de Leopoldina (MG). A decisão levou em consideração diversos fatores, como a necessidade de proximidade do bispo com o processo de formação, o investimento de uma identidade para o seminário da Diocese, aproveitando estrutura que foi construída para essa finalidade, com capacidade de 100 residentes, possuindo ainda salão de eventos, refeitório, estacionamento e área de lazer.

Atualmente, a Igreja Particular de Leopoldina, presente em 34 municípios da Zona da Mata Mineira, abriga 4 propedeutas e 12 seminaristas maiores, estudantes de filosofia e teologia. A expectativa é de que, no próximo ano, o Seminário Diocesano receba mais 19 candidatos que estão participando dos encontros vocacionais, fase preparatória para o ingresso no seminário propedêutico, funcionando concomitantemente com o Centro Pastoral Dom Reis.

No seminário propedêutico, os jovens candidatos ao ministério presbiteral recebem acompanhamento de um formador para o desenvolvimento de qualidades, aptidões cristãs e humanas, tendo ainda suporte psicológico para o amadurecimento nas dimensões pastoral, intelectual e espiritual.

Passando por esta fase, o vocacionado ingressa no seminário maior, onde frequentam os cursos de filosofia e teologia, além de auxiliar os trabalhos pastorais da Diocese de Leopoldina, passando por uma série de preparações como candidato ao diaconato e, posteriormente, ao sacerdócio.

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No dia 28 de março de 1947, a diocese adquiriu a Chácara da Boa Vista, no bairro Seminário, em Leopoldina, para construir o Seminário Diocesano, cuja pedra fundamental foi lançada no dia 27 de novembro de 1947, data essa considerada o marco inicial do Seminário Diocesano. No início de suas atividades, funcionou provisoriamente nas dependências do Ginásio Leopoldinense e da Casa Paroquial do Curato da Catedral de São Sebastião, sendo inaugurado em 1948, como o nome ‘Nossa Senhora Aparecida’, cujo primeiro reitor foi o padre Guilherme de Oliveira, nomeado pelo bispo diocesano, dom Delfim Ribeiro Guedes. No dia 04 de abril de 1949, dom Delfim nomeia como reitor o cônego Pedro Dias Moreira, que permaneceu até 1953, quando o cônego José Ribeiro Leitão assume as atividades.Com a conclusão das obras em 1950, os seminaristas foram transferidos para o prédio definitivo. Em 1954, as atividades foram paralisadas e retomadas em 1957, sob direção de Monsenhor Antônio José Chámel.

Entre 1965 e 1970 ocuparam a reitoria os seguintes sacerdotes: Pe. Venício Santos Silva, Pe. Élcio Ferreira, Pe. Pedro Lopes de Lima e, finalmente, o diácono Carlos Alberto Cruz Nogueira. Em 1970, as atividades do Seminário Nossa Senhora Aparecida foram encerradas.

Ao longo de sua história, o Seminário Menor da Diocese de Leopoldina foi fechado e reaberto por motivos diversos, entre eles a dificuldade de se manter uma estrutura para abrigar os seminaristas, que recorriam a grandes centros para estudar. Hoje com o nome de Seminário Propedêutico Santa Rita de Cássia, está instalado no município de Muriaé, mas já funcionou em Cataguases, Astolfo Dutra e Visconde do Rio Branco.

O Seminário Maior surgiu da necessidade da Diocese de Leopoldina ter a sua própria casa de formação, pois, em 1988, o Seminário Santo Antônio, localizado em Juiz de Fora (MG), passaria a ser apenas um local de estudos, tendo as dioceses a incumbência de providenciar a moradia e gestão da formação de seus seminaristas.

Dessa forma, o então bispo diocesano, dom Sebastião Roque, decidiu comprar um imóvel em Belo Horizonte, com o objetivo de construir uma residência que abrigaria os seminaristas. Durante o ano de 1989 alguns seminaristas estudaram em Belo Horizonte, residindo num imóvel alugado pela Diocese de Leopoldina, no entanto, outros continuaram seus estudos em Juiz de Fora.

Com a transferência de dom Roque, o Monsenhor Waltencyr Alves Rodrigues foi eleito Administrador Diocesano. Em comum acordo com o Colégio de Consultores, acatou a sugestão da Diocese de assumir a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Juiz de Fora, próximo a uma residência onde os seminaristas ficariam hospedados. O padre David José Reis foi indicado pároco e formador dos seminaristas, que estudavam no Seminário Maior Santo Antônio.

Com a chegada de dom Ricardo Chaves Pinto Filho, em 1990, ficou decidido que os seminaristas estudariam, novamente, em Belo Horizonte, onde foi alugado um apartamento próximo a PUC – Pontifícia Universidade Católica. Mais tarde a Diocese viria adquirir um novo imóvel. Surge então o nome do novo seminário: Nossa Senhora de Guadalupe, cujo primeiro reitor foi o padre Paulo Arrighi Franco.

Em 1996, dom Ricardo é promovido a arcebispo de Pouso Alegre. O padre José Antônio Alvarez Muniz foi eleito o novo Administrador Diocesano e constatou a resistência de muitos seminaristas de nossa região para morar em Belo Horizonte. Com isso, a maioria do clero decidiu pela transferência do Seminário Maior Nossa Senhora de Guadalupe para Juiz de Fora, mas apenas no ano de 2000, após a venda do imóvel em Belo Horizonte, a Diocese de Leopoldina conseguiria adquirir seu próprio imóvel, no bairro Grambery, onde foi inaugurada a sua nova casa, tendo como reitor o padre Carlos Roberto Moreira.

Posteriormente, os cursos de filosofia e teologia foram incorporados ao CES – Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, hoje, UniAcademia – Centro Universitário, cujas aulas são ministradas na sede do Seminário Santo Antônio. Atualmente, o padre Edmilson Ferreira é o reitor do Seminário Nossa Senhora de Guadalupe.

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One Comment

  1. Seminário Diocesano de Leopoldina tem que pelo menos copiar o trabalho feito no Seminário Diocesano de Caratinga que esta a 78 anos educando e formando jovens eclesiásticos e sempre tem 5 a 7 padres por ano formados e ordenados no Seminário Diocesano de Caratinga.

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