NOSSAS PONTES, NOSSA HISTÓRIA

Reportagem Especial sobre as 10 pontes que compõem o cenário da cidade de Muriaé

Ponte da Barra: o antes e o depois…

Nessa nova Reportagem Especial “NOSSAS PONTES, NOSSA HISTÓRIA” destacamos a importância e a história de cada uma das pontes de Muriaé. São dez pontes entre o Santana e o Porto, sobre o Rio Muriaé e o Rio Preto e todas com a mesma importância, permitir o crescimento físico e o desenvolvimento da cidade que até o final da Década de 60, por falta delas, tinha um aspecto de cidade pequena, ou mesmo de arraial.

Trazemos a história da Ponte do Santana, construída no Governo de Paulo Carvalho na Década de 80; a Ponte do Napoleão, primeira ponte seca da cidade, pois foi feita antes do desvio do Rio Muriaé, que passava pela Praça Dornelas; a grande e mais nova Ponte do Dornelas sobre o Rio Muriaé; a Ponte da Barra, feita para aguentar o trânsito da BR-116, que passava dentro da cidade, pela Rua Marechal Floriano; As pontes da BR-116, uma sobre o Rio Muriaé e a outra sobre o Rio Preto; a Ponte da Rodoviária, feita no Governo de João Braz; a Ponte da Casa de Saúde (construída primeiro pelo engenheiro João Paulo Goulart, visionário, para permitir levar a cidade para o outro lado do Rio Muriaé e ainda crescer a região entre a Prefeitura e a JK, e deu certo – ela foi reconstruída em 2007 no Governo de José Braz; a Ponte Brum, construída no Governo de Candinho de Castro e a Ponte do Porto, construída no Governo de Odilon Carvalho, em 2004, conhecida como econômica, moderna e funcional.

Com relação ao estado das pontes, aparentemente estão no padrão, mas foi observado a baixa altura da Ponte da Barra e da Rodoviária; falta de iluminação em algumas; obstáculos sob pontes que ajudam a represar água na época de enchentes; necessidade de alargamento na Ponte do Santana; e uma geral na parte estética de algumas delas. Para saber detalhes de algumas dessas construções procuramos pessoas que viveram a época e guardam ótimas lembranças.

Ponte do Napoleão: o antes e o depois…

Ponte do Porto: o antes e o depois…

Ponte do Santana
Ponte do Dornelas
Ponte da BR-116 sobre Rio Muriaé
Ponte da BR-116 sobre Rio Preto
Ponte da Rodoviária, Centro-Barra
Ponte da Casa de Saúde, Centro
Ponte Brum, Centro

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PONTE DO SANTANA: A Ponte do Santana foi construída no primeiro mandato do prefeito Paulo Carvalho. Com este feito, aconteceram muitas conquistas. “O bairro teve grande avanço, antes tínhamos que passar pelo Morro do Papagaio, por uma estrada de chão para ter acesso ao outro lado da cidade, inclusive as crianças que estudavam naquela região, no bairro Aeroporto. Atualmente precisamos da duplicação, há projeto para isso, pois o bairro se transformou em uma potência. E o mais interessante, eu não mudei para cidade, foi ela que veio até onde eu estava. Vi este bairro crescer, moro aqui há 57 anos”, disse o morador e comerciante, Davi Lacerda, que também foi vereador.

PONTE DO NAPOLEÃO, PRIMEIRA PONTE SECA DE MURIAÉ: para saber mais sobre está obra, procuramos o morador antigo, historiador, líder comunitário e vereador em alguns mandatos, o Reinaldo Dornelas, que acompanha o desenvolvimento da cidade há anos. Narrou que os bairros Napoleão e Florestal estavam iniciando na Década de 70 e com as construções do outro lado do Rio Muriaé, havia a necessidade de uma ponte ligando Dornelas-Napoleão, aproveitamento para dar um impulso ao desenvolvimento comercial e residencial daquela região.

Líder comunitário do Dornelas e ex-vereador, Reinaldo Dornelas

“Em 1977, Reinaldo se elegeu a vereador pela primeira vez, e então buscou ajuda junto a Prefeitura para construção da Ponte do Napoleão, mas sem sucesso. Como opção, surgiram os proprietários dos loteamentos dos dois bairros: Altamiro Pinto de Souza, Olavo Corveto Napoleão, José Frederico Napoleão e José Geraldo da Silveira, e vi aí um meio de firmar parceria. Naquela época, o Rio Muriaé fazia uma curva acentuada, passando por onde é hoje a Praça do Dornelas e ainda no final da Rua Boa Esperança.

Comprei com meus recursos a área do Napoleão em formava uma espécie de península, onde o rio fazia a curva. Em seguida com a parceria dos proprietários, construímos a Ponte do Napoleão. A Prefeitura Municipal de Muriaé ajudou, cedendo três funcionários que trabalharam na construção. O interessante desta história, é que a ponte foi construída no terreno seco, fora do leito do rio, causando grande curiosidade à população”, recorda com orgulho o Reinaldo.

Depois de pronta, conseguiram com o Governo de Minas o empréstimo de uma draga que já estava em Muriaé. Assim foi feito o desvio do leito do Rio Muriaé, como está hoje. Ponte forte sobre rocha, suportando todas as enchentes até hoje. A área comprada do Napoleão, passou a pertencer ao bairro Dornelas, é onde está atualmente a Praça Dornelas, conforme nos contou o historiador.

PONTE DO DORNELAS: esta grande obra dos tempos atuais sobre o Rio Muriaé foi construção dos anos 2.000. A BR-356 foi asfaltada nos anos 90 e esta ponte compôs todo o cenário urbano de uma cidade em desenvolvimento e ainda retirou de dentro do bairro Napoleão, todo o trânsito pesado.

Construção da ponte em 2007, registros de Neylor Alaerte

PONTE SOBRE A BR-116 – RIO MURIAÉ – REGIÃO DA PASSARELA – BARRA E PONTE SOBRE A BR-116 – RIO PRETO – PRÓXIMO A MITISUBISHI/ANTIGO POSTO DO ZECA – BARRA: Essas pontes são as mais antigas e foram feitas na ocasião da construção da Rodovia BR-116, a Rio-Bahia. A primeira está bem visível, já a segunda, é notada por poucos, pois há apenas as proteções laterais, e sobre o rio, estão as pistas da movimentada rodovia.

BR-116 – BARRA 2

PONTE DA BARRA: localizada ali próximo a Tripagel, de frente para a Passarela, foi construída entre 1977/80, foi alargada pelo então prefeito por três vezes, Cel. Izalino, chamado na ocasião de Presidente da Câmara. Depois o DNER, quando trabalhava na Rio-Bahia fez novo alargamento, como está hoje. Como a Rodovia passava por dentro da cidade, todo o trânsito chegava por ali, pela Barra. Era o Centro nervoso da cidade

PONTE DA RODOVIÁRIA: construída após as pontes Casa de Saúde e Brum. Foi construída no Governo de João Braz. Serviu muito para o desenvolvimento da cidade, apesar de ter sido feito um pouco mais baixa, mas segundo nossa consulta ao engenheiro, Dr. João Paulo Goulart, ainda é possível levantá-la, até 1 metro, e o serviço seria feito com uma espécie de macaco-hidráulico.

PONTE DA CASA DE SAÚDE PARA O CRESCIMENTO DA CIDADE: “Quando cheguei a Muriaé em 1962, recém formado engenheiro, entusiasmado, comecei a trabalhar em Muriaé região e vi que Muriaé estava confinado do lado de cá do Rio Muriaé, mal estruturada, cidade parecia um arraial. Notei que precisava de expansão.

Com isso consegui comprar de dois tios, o terreno onde é hoje a Rua Efigênia Freitas da Silva (minha avó), abrimos a rua ali e a JK estava parcialmente estruturada. O terreno do outro lado era de meus tios (herança Cel. Izalino e da Família Brum). Não tinha nada do outro lado do Rio Muriaé, nem Casa de Saúde. Fui comprando aos poucos e de todo mundo, pois eram mais de 20 donos (menos de dois alqueires de terra).

Fiz a primeira ponte por minha conta, serviu muitos anos a cidade na época fiz um convênio com a Prefeitura que daria a mão obra e eu o material, mas ela enrolou e não deu, fiz sozinho. Criei o bairro Cel. Izalino, não tinha nada: calcei, iluminei, redes água e esgoto e na primeira etapa do bairro veio a casa do Paulo Carvalho, a Casa de Saúde, e o prédio que projetei, e está moderno até hoje, o Lacir Goulart.

Minha ponte durou de 1970 a 2015 mais ou menos. 45 anos servindo. Com isso continuou a expansão pro outro lado do Rio e BR-356, como a Gávea” já começou contando para nossa reportagem, o engenheiro, João Paulo Goulart, como se tivesse vivendo aquele momento.

O engenheiro Dr. João Paulo Goulart

Ponte antiga foi demolida em 2007. Registro de Neylor Alarte
Pinguela, ponte de madeira para facilitar acesso – Foto: Neylor Alaerte

PONTE BRUM: esta é outra importante obra de ligação da cidade e foi feita também pelo engenheiro, João Paulo Goulart, no Governo de Candinho de Castro, é muito antiga. Havia uma oposição para que ele não fizesse a ponte, mas acabou ele mesmo pegando o serviço. Ponte robusta, 45 metros de vão livre, concreto protendido, uma técnica avançada, inclusive ela balança com o peso do trânsito. E o mais curioso “Uma das maiores enchentes de Muriaé passou sobre a forma da ponte, que é um marco para Muriaé”, disse João Paulo.

A BONITA, MODERNA E ECONÔMICA PONTE DO PORTO: A bonita Ponte Metálica do Porto, sobre o Rio Muriaé, tem também um boa história, a qual nos foi contada pela engenheira, Dra. Miriam Facchini Barbosa. Sua construção ocorreu em 2004, no Governo de Odilon Carvalho, e foi feita com estrutura mista aço-concreto.

Uma importante ligação deste lado da cidade com a BR 356, e dali por diante, o Rio Muriaé segue seu curso rumo ao estado do RJ. “34 metros de vão livre e 7,45 m de largura. Vão único em vigas metálicas treliçadas, tendo classificação 45/NBR 7188. Este estilo de ponte aparece como moderno e mais econômicas, além de mais tempo de vida útil dos componentes, melhoramento da rigidez e resistência mecânica dos conjuntos montados” cita Dra. Miriam, que lembrou também que a Ponte do Porto foi feita no convênio firmado em 29/06/2004, Prefeitura/União, através do Ministério da Integração Nacional, por intermédio da Secretaria Nacional de Defesa Civil – SEDEC. O Porto já contava com uma ponte antiga naquele local.

“A obra construída atingiu a sua finalidade de permitir o acesso terrestre, a pedestres e veículos entre leves, pesados e de cargas, sobre o rio Muriaé, integrando a população do bairro do Porto e adjacências às demais áreas vizinhas situadas na margem oposta do Rio Muriaé e vice-versa. Já são 17 anos de sua construção e que passou também por enormes enchentes de 2007, 2008 e 2012 e outras de menor volume”, concluiu a engenheira e vereadora.

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14 Comments

  1. Fico vendo essas fotos as mais antigas coisa que adoro ver … Como que onde era morro , árvores , mato em geral …hoje tudo q se vê é edificações

  2. LEMBRO DA PONTE DR BRUM QUANDO ERA DE CABO DE AÇO E MADEIRA. ERA GOSTOSO ATRAVESSAR A PONTE E SENTIR ELA BALANÇAR.
    ALGUEM TEM FOTO DAQUELA ÉPOCA ?

    1. A do Porto passa dois carros, mas é mesmo estreita e observe que tem passagem para pedestre apenas de um lado, ela foi construída com urgência, já que a anterior estava condenada, então tinha de desapropriar os imóveis que ficam para o lado da BR, optaram, segundo eu soube, construírem mais estreita para evitar alguma ação judicial pela desapropriação que paralisaria a obre que era urgente.

  3. BELA REPORTAGEM SILVAN PARABÉNS , VC DEVERIA PEDIR A ADMINISTRAÇÃO QUE RECUPERE ESSAS PONTES POIS TEM MUITAS EM ESTADO LASTIMÁVEL ACHO TB QUE DEVERIAM SER MAIS BEM ILUMINADAS E DEVERIAM SER PINTADAS COM CORES MAIS VIBRANTES OU ISSO E PROIBIDO SO PODEM SER PINTADAS DE BRANCO?

  4. Sensacional seu trabalho. Não bastou fotografar as nossas pontes, seu relato e pesquisas resgatam memória e nossa história. Mais uma vez, parabéns pela sua brilhante obra.
    Quem sabe, mexe com nossos empresários, em tornar algumas dessas pontes em atração turístico-paisagistica?

  5. Ótima matéria ! Me lembro da construção da ponte do “zimbrum” e da ponte da Casa de Saúde, passava todos os dias indo estudar no Grupo Silveira Brum.
    Não entendi porque a ponte da rodoviária está como “Ponte da Rodoviária, Centro-Barra” , alí não é Centro nem Barra, desculpe mas não seria correto “Gávea-Armação”?

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