Trens turísticos: tema volta a ser debatido e Zona da Mata apresenta quatro projetos

Elaborado pela Fundação Dom Cabral, o Plano Estratégico Ferroviário de Minas Gerais teve 15 alternativas de trens turísticos analisadas, das quais dez propostas foram selecionadas para estudos de pré-viabilidade, significando investimentos da ordem de R$ 700 milhões. Os dados foram trazidos à Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras, em audiência pública nesta quinta-feira (7/10/21), pela superintendente de Transporte Ferroviário da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Vânia Cardoso.

Vânia Cardoso (Sup. de Transporte Ferroviário da Sec. Est. de Infraestrutura e Mobilidade)

Em apresentação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ela detalhou quais são as dez propostas e frisou que elas poderão atender 32 municípios, uma população de 3,2 milhões de habitantes e 1,2 milhões de passageiros por ano. Das dez iniciativas, uma delas, do trem entre Belo Horizonte e Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, é objeto de estudos financiados pela mineradora Vale e executados pela empresa Sysfer, e foi incorporada ao plano.

Ainda sobre esse trecho BH- Brumadinho, a superintendente registrou que os estudos trabalham com dois cenários: um com o trem partindo da Estação Central da Capital e o outro, saindo também do bairro Belvedere. As duas opções, segundo ela, apresentam boa viabilidade, mas há gargalos que ainda precisam ser vencidos, como o fato de que duas concessionárias, a MRS e a Ferrovia Centro Atlântica (FCA), precisam estar juntas no plano. Ela ainda pontuou a parceria do museu do Inhotim para a iniciativa.

Propostas de trens turísticos. As propostas estudadas e detalhadas pela gestora foram as dos trechos:

Além Paraíba (Porto Novo a Simplício), na Zona da Mata – 12,4 km
Caparaó/Espera Feliz (Zona da Mata) – 15,34 km
Cataguases/Além Paraíba (Zona da Mata)/Três Rios, no Rio de Janeiro (Trem Rio Minas) – 168 km
Jacutinga (Sapucaí a Monsenhor Dutra), no Sul de Minas – 11,65 km
Perdões (Centro-Oeste)/Lavras/Carrancas (Sul de Minas) – 99,72 km
Poços de Caldas (Sul)/Águas da Prata, em São Paulo – 32,09 km
São Sebastião do Rio Verde/Passa Quatro (Sul de Minas) – 25,28 km
Viçosa/Cajuri (Zona da Mata) – 10,78 km
Lavras/Três Corações/Varginha (Sul de Minas) – 123,52 km
Belo Horizonte/Brumadinho (RMBH) – 60,60 km (Estação Central) e 48,90 km (Belvedere)

Fundo ferroviário deverá suportar investimentos. Questionada pelo presidente da comissão, deputado João Leite (PSDB), sobre os recursos que estariam assegurados para esses projetos, Vânia Cardoso disse que o Governo do Estado tem atuado para viabilizar a criação de um fundo ferroviário. Segundo ela, conversas nesse sentido têm sido mantidas com o governo federal em torno de propostas já encaminhadas e cujos desdobramentos estão sendo aguardados para breve.

A superintendente de Transporte Ferroviário do Estado adiantou que esses recursos poderão vir, por exemplo, da renovação de concessões da FCA e da MRS. Vânia Cardoso disse que estudos foram iniciais e que municípios podem propor projetos

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2 Comments

    1. Povo dai não conhece nenhum outro tipo de meio de locomoção que não seja o automóvel, ou seja,se não tiver um eu não existo, sou pobre. (ostentação pura).

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