Período chuvoso exige mais atenção da empresa de energia elétrica, parceiros e também população

REPORTAGEM ESPECIAL. Com a chegada do período chuvoso, Muriaé já está com esta característica desde outubro, quando caiu sobre a cidade 274 mm de chuva, somente naquele mês e 217 mm em novembro (próximo da média histórica para o mês), segundo a Defesa Civil; aumenta ainda mais a preocupação, não só da população com os fortes temporais, vendavais e descargas atmosféricas (raios), mas também da empresa fornecedora de energia elétrica, no caso da nossa região, a Energisa Minas Gerais.

Foto: João Vitor Ventura Rocha, Muriaé

Nossa reportagem foi até Cataguases e visitou a sede da Energisa Minas Gerais com o objetivo de saber como a empresa está se preparando para este período, quando a mesma registra uma demanda de serviços que chega a ser até 10 vezes maior, que nos meses considerados normais.

O gerente de Operações, Anderson Rabelo, agradeceu a visita e apresentou o Centro de Operações Integrado da Energisa, dotado de tecnologia capaz de acompanhar todas as previsões, com sistemas de monitoramento de imagens, acompanhamento das previsões a curto e médio prazo, bem como em tempo real; e ainda monitorar descargas atmosféricas, formação de nuvens e chegada de tempestades na área de concessão. Daqui são realizados trabalhos de forma automatizada junto aos equipamentos e redes, bem como mobilização das equipes de campo, tudo para que a resposta seja rápida e evite maiores danos à rede e a população.

Além dos recursos proporcionados pelo Centro de Operações Integrado, a empresa faz uma preparação ainda mais ampla. “Temos todo um período de preparação, destacamos o Plano Anual de Contingência, justamente para atuar em eventos climáticos mais extremos (chuvas fortes, vendavais, enchentes, temporais), que é o período em que a rede elétrica é mais atingida.

Estamos começando o período chuvoso, e já realizamos Plano Anual de Contingência, a revisão dos equipamentos, a inspeção das redes e iremos utilizar todos os recursos de tecnologia, além de treinamento dos operadores do Centro de Operação, simulando condições de desarmes do sistema elétrico para ver o desempenho de resposta, assim como, simulação de mobilização de nossas equipes. Todas as áreas da empresa participam dando suporte”, disse.

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O gerente relatou que os danos mais comuns nesta ocasião, são em sua maioria ligados às descargas atmosféricas, que causam defeitos como as quedas no fornecimento de energia (neste caso permite um restabelecimento quase que de imediato), pois a empresa possui equipamentos de proteção que desligam a rede no momento da descarga, e liga em seguida, provocando apenas o pique de energia.

Mas há danos permanentes provocados por quedas de árvores sobre a rede, rompimento de cabos, queda de postes, neste caso o Centro atua isolando o trecho de defeito e faz manobras para restabelecer os trechos bons por outro circuito, tudo de forma automatizada.

Os investimentos nos últimos anos tem sido constantes nas redes com a implantação de cabos protegidos (mais resistentes), equipamentos automatizados, subestação móvel, drones para inspeção localizando mais rápido o defeito em redes; treinamento das equipes de campo para melhorar o tempo de resposta, entre outras ações.

“Buscamos também integração com órgãos externos como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Prefeituras. É necessário esta parceria, pois em condições extremas podem ocorrer quedas de árvores, queda de barreira entre outras situações, precisamos estar integrado.

Recentemente (28/10) realizamos o Seminário Juntos em Período de Contingência com estes órgãos de nossa área de concessão, quando foi abordado o cenário meteorológico, preparação e desafios para a época de chuvas”, disse Anderson Rabelo.

Com relação às descargas atmosféricas, foi informado que o Brasil lidera o ranking e a Zona da Mata é uma das maiores do Brasil neste quesito. A Energisa Minas Gerais possui um sistema que faz a contabilização e para se ter uma ideia, em 2019 foram no total 450 mil descargas elétricas e em 2020, 600 mil, mas nem todas atingem a rede elétrica, pelo fato de haver descargas entre nuvens. Mesmo assim, as descargas entre nuvens e solo, chegam a média de 100 mil ao ano, em muitos casos atingindo a rede elétrica.

Outro ponto que a empresa fez questão de ressaltar são os contatos disponíveis para que os clientes possam colocar a empresa ciente de algum problema, ou se orientar:

– Aplicativo para celular Energisa On
– Gisa: (32) 9 8426-1352 (assistente virtual da Energisa pelo WhatsApp)
– Site www.energisa.com.br
– Call Center: 0800 032 0196

Momentos de tempestades, vendavais e descargas elétricas merecem atenção. A empresa orienta, que nesses casos a pessoa precisa procurar um lugar seguro, um abrigo; evitar locais descampados ou debaixo de árvore, por ser locais que atraem mais facilmente as descargas atmosféricas.

Durante o temporal, não subir em laje, não manusear antenas; e retirar da tomadas todos os equipamentos elétricos. No caso de fios arrebentados, que caiam no chão, sobre o carro e casa, não tocar. Apesar do sistema da empresa desligar automaticamente em muitos casos, pode ocorrer algum problema e o cabo está energizado, podendo provocar uma tragédia. Entre em contato com a Energisa pelos canais de atendimento ou Corpo de Bombeiros, e aguarde a chegada de um profissional.

“Em 2020, fomos surpreendidos por enchentes sequenciais em menos de dois meses em cidades da nossa área de concessão. Queremos pensar juntos como enfrentar da melhor forma os desafios, sempre garantindo a segurança de todos. Nós da Energisa nos preparamos para enfrentar situações de contingência. Simulamos situações críticas, treinamos nossas equipes, definimos as responsabilidades para atuarmos com agilidade e segurança. Precisamos estar sempre preparados”, concluiu o gerente de Operações, Anderson Rabelo.

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